O São Paulo luta desesperadamente para voltar a ser um time vencedor. Sua última final havia sido em 2006, quando perdeu a Recopa para o Boca. Desse time que pisou no gramado da Bombonera, somente Rogério Ceni e Luis Fabiano já ganharam títulos pelo clube.
E foi exatamente um deles que quase pôs tudo a perder. Luis Fabiano é bom jogador, sabe fazer gols, é importante na composição tática de Ney Franco, mas um sujeito destrambelhado do juízo. Não tinha nada que arranjar confusão pra ser expulso. Ele gosta de posar de valentão, de atacante destemido, mas isso não leva a nada. Esse jeito “Kleber Gladiador de ser” não funciona no futebol. Talvez no UFC funcione.
O São Paulo tem um time muitas vezes superior ao Tigre e poderia ter dado um passo importante para assegurar o título, não fosse o destempero de Luis Fabiano. Mesmo assim, esse empate foi bom. No jogo da volta, em casa, o Tricolor estará muito perto de decretar o fim do jejum. Quarto finalista brasileiro na história da Copa Sul-Americana, o time do técnico Ney Franco pode repetir feito do Internacional de 2008 e ser o segundo campeão invicto. Até o momento, foram quatro vitórias e cinco empates.
Não há mais ingressos disponíveis para o segundo jogo, na próxima quarta-feira. A diretoria do São Paulo, só por castigo, deveria usar essa desculpa para manter Luis Fabiano bem longe do Morumbi. A mais fabulosa contribuição que ele pode dar nesta final é não atrapalhar seus companheiros, como fez esta noite.
Agora, se quiser vencer no Morumbi, terá que colocar tudo que tem pra vencer na próxima quarta-feira. Caso aconteça o contrário, o título será do Tigre.
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